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Debate no Gramado Film Market reúne profissionais para discutir internacionalização do audiovisual
Setor discute estratégias de coprodução, financiamento e circulação de filmes brasileiros no exterior
quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Por: Emilly Celli e Bianca Arnold
Foto: Arthur Machado
Ampliar a presença do audiovisual brasileiro no cenário internacional foi o foco do fórum “Mercados Internacionais e Coprodução: caminhos para ampliar fronteiras”, realizado nesta quinta-feira (20), na Sala Rubi do Hotel Serrazul, durante a programação do Gramado Film Market, em paralelo ao 54º Festival de Cinema de Gramado.
O fórum reuniu profissionais do setor audiovisual durante a programação do Gramado Film Market. Participaram o encontro Morris Kachani, Gestor do Cinema do Brasil (SIAESP e APEX); Luciana Druzina, produtora, fundadora e CEO da Druzina Content; Renata Pelizon secretária de Financiamento Adjunta ANCINE; Marcio Yatsuda, presidente da Movioca Content House; e Beto Rodrigues, produtor, diretor e roteirista de cinema.
O debate promoveu uma discussão sobre as possibilidades de inserção do cinema brasileiro no mercado internacional, abordando estratégias de coprodução, circulação de obras e aproximação entre produtores, empresas e agentes do audiovisual de diferentes países. A atividade também destacou a importância da construção de parcerias internacionais para ampliar as oportunidades de financiamento, produção e distribuição de filmes brasileiros, diante de um mercado cada vez mais conectado e competitivo.
De acordo com Kachani, o Brasil evoluiu muito em suas co-produções nos últimos 20 anos. “O Brasil não fazia coprodução internacional e o produtor brasileiro não tinha fundo para tal”, conta. O cenário mudou, de acordo com Luciana Druzina. “Promovemos encontros com outros países e produção com a França e a Itália, por exemplo", explica.
Ao colocar em pauta os caminhos para além das fronteiras nacionais, o fórum reforçou o papel de iniciativas como o Gramado Film Market na criação de espaços de diálogo, negócios e intercâmbio entre profissionais que atuam em diferentes etapas da cadeia audiovisual.
A conversa destacou que a internacionalização de uma produção não depende apenas da circulação do filme depois de pronto, mas também da construção de estratégias desde as primeiras etapas do projeto, incluindo a busca por parceiros, financiamento e modelos de coprodução.
Entre os pontos abordados esteve a necessidade de aproximar produtores brasileiros de empresas e profissionais estrangeiros, criando relações que possam resultar tanto na realização de novos projetos quanto na ampliação da distribuição das obras já produzidas no país. Nesse contexto, a coprodução internacional foi apresentada como uma alternativa para ampliar as possibilidades de financiamento e, ao mesmo tempo, facilitar o acesso a diferentes mercados.



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