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Alunos da Universidade Feevale realizam cobertura do Festival de Cinema em Gramado

Iniciou nesta segunda-feira a cobertura da 50ª edição do Festival de Cinema de Gramado

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Matéria realizada pela equipe de voluntários responsáveis pela área de reportagem 


Estudantes dos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas, Audiovisual e Fotografia da Universidade Feevale fizeram a cobertura do 50º Festival de Cinema de Gramado entre segunda-feira (15) e sexta-feira (19). O trabalho é coordenado pela Agência Experimental de Comunicação (AGECOM) em conjunto com os professores de comunicação.


Durante o evento os estudantes participaram de coletivas, debates e acompanharam as demais atividades. Ainda na ocasião, os alunos de jornalismo entrevistaram atores de curtas premiados e produziram conteúdo para as mídias digitais e o podcast ON, do Núcleo de Mídias Sonoras.


Segunda-feira

No primeiro dia de cobertura os alunos acompanharam no Recreio Gramadense o debate do curta acreano “Noites Alienígenas”, que estreou na noite de domingo no Festival. A atriz do curta Joana Gatiz, comentou sobre a sua experiência no Festival: “Estou muito feliz de estar aqui, de participar de um filme tão importante no cenário do audiovisual, uma potência grande do norte do Acre, o Festival é uma janela muito grande, eu acho de extrema importância estar aqui e saio com uma sensação de dever comprido”.


No período da tarde, aconteceu na Sala de Debates uma discussão sobre “O investimento em Audiovisual no Brasil: uma análise dos últimos anos”, com Gustavo Lopes, um painel sobre Fomento à Cultura com Lucas Jordão Cunha, e um debate sobre “O Direito Autoral nas obras audiovisuais”, com Jéssica Lima.


No Palácio dos Festivais, ocorreu a exibição do longa 'Campo Grande é o céu'', de Bruna Giuliatti, Jhonatan Gomes e Sérgio Guidou.


Já no Teatro Elisabeth Rosenfeld, na Câmara de Vereadores, O Encontro entre fronteiras abordou o tema “A Circulação do Audiovisual no Mercosul” com mediação de Letícia Friederich, Mariana Fried, Nico Valdés e Claudia Cattebeke. E, posteriormente, foi debatido “O Sul como destino; Legislações, Audiovisual e Turismo”, com mediação de Joana Braga, Carlos Alves, Guillermina Villalba e Ana Luíza Azevedo.


Para finalizar, ao fim da tarde, também ocorreu o Debate dos Longas Gaúchos no Recreio Gramadense.


Terça-feira

No segundo dia de cobertura, pela manhã, ocorreu o debate do filme “Serrão”. Durante os bate-papos, diversos assuntos foram abordados, como a reciclagem de imagens por parte do diretor Marcelo Lin em Serrão. Segundo ele “os longas produzidos acabam tendo muitas cenas boas que são cortadas do resultado final para coincidir com a proposta inicial, mas que renderiam e renderam uma boa história em outra produção. E é isso que leva a recriar cenas, histórias [...] diminuindo gastos e facilitando processos".


No outro longa exibido e debatido, “O Pastor e o Guerrilheiro”, filme que aborda a ditadura militar no Brasil, do diretor José Eduardo Belmonte, o protagonista do longa, Johnny Massaro, deu seu depoimento sobre a importância do filme. “Eu costumo dizer que, eu, pelo menos, só entendo o filme quando chega o momento de mostrar para as pessoas e conversar sobre. Na época da produção eu já sabia que era um filme muito importante, mas hoje, no período em que estamos vivendo, com a iminência das eleições, é um filme essencial pois ele propõe o diálogo”, explica Massaro.


Já no período da tarde, ocorreu o debate sobre o longa-metragem O Último Animal,  do diretor Leonel Vieira. O filme concorreu no Festival na categoria de melhor longa internacional e o ator e protagonista, Júnior Vieira, falou um pouco sobre a história da produção. “O filme é uma coprodução Portugal/ Brasil. Eu interpreto o Didi, morador de uma comunidade do Rio de Janeiro, cujo irmão é o chefe do tráfico. Mas o Didi não quer seguir essa vida, ele faz faculdade de contabilidade para não se envolver com o crime, mas por ser preto e periférico, ele acaba enfrentando diversos obstáculos no caminho dele”.


Também presente no Festival, o ator Thiago Lacerda cedeu uma entrevista onde falou sobre a importância do Festival de Cinema de Gramado para a cultura brasileira. “Qualquer iniciativa que aconteça em torno do cinema, do teatro, da cultura é fundamental. Eu considero o festival um momento importantíssimo do nosso exercício cultural. Especialmente neste momento em que vivemos um desgaste do entendimento sobre a importância da cultura, o festival cumpre um papel de resistência política e intelectual”.


Já no Teatro Elisabeth Rosenfeld, na Câmara de Vereadores, para o Encontro entre fronteiras, aconteceram dois paineis. O primeiro foi “Era uma vez no Mercado: a trajetória dos espaços de desenvolvimento, agenciamento e comercialização na América Latina” com mediação de Sofia Ferreira e participação de Carla Esmeralda, Gisela Pérez e Gisele Hiltl. O outro tema foi o “Audiovisual Feminino Entre Fronteiras”, com mediação de Fran Rebelatto e participação de Juana Miranda, Marisa Hassan, Suzana Villas Boas e Camila de Moraes (Mãe Solo, Brasil)


E, no Palácio dos Festivais, na parte da tarde, ocorreu a exibição de “Dog Never Raised”, filme de Bruno de Oliveira.


Quarta-feira

Na quarta-feira (17), a atriz, diretora e produtora gaúcha Bárbara Paz esteve presente no Festival de Cinema de Gramado juntamente com a artista Letícia Colin para falarem do seu filme "A Porta ao Lado", longa dirigido por Julia Rezende. Na trama, Mari (Letícia Colin) vive um relacionamento estável, enquanto Isis (Bárbara Paz), que vira sua nova vizinha, tem um relacionamento aberto. Mari então acaba sendo levada a questionar e considerar outras formas de se relacionar. O encontro entre os casais provoca desejos, dúvidas e inseguranças, transformando completamente a vida dos personagens. Para Bárbara o filme é sobre: "Os riscos e a beleza que se colhe quando se abre um relacionamento". E Letícia conta como foi trabalhar com a outra atriz nesta produção: "Foi tudo, eu espero que se repita e eu ainda quero ser dirigida por ela".


Na Sala de Debates do Recreio Gramadense na parte da manhã ocorreu o Debate dos filmes concorrentes exibidos na noite anterior. E na parte da tarde as discussões “História, Literatura e Cinema: 200 anos da Independência do Brasil” com  Luiz Ramiro Jr, “Painel sobre Fomento à Cultura” com Lucas Jordão Cunha e Debate dos Longas Gaúchos.


No Teatro Elisabeth Rosenfeld, que fica na Câmara de Vereadores, os alunos acompanharam o Final pitching Entre Fronteiras que apresentou 6 projetos finalistas e teve apresentação de Camila Diesel. Após, também ocorreram os painéis “Janelas de afeto, o futuro dos festivais e das mostras de cinema” com mediação de Rosa Helena Volk e participação de Flávia Barbalho Paulino, Renata de Almeida e Hebe Tabachnik, assim como a Premiação do II mercado audiovisual entre fronteiras.


E, no Palácio dos Festivais, aconteceu a Mostra de Longas-Metragens Gaúchos com o filme 5 Casas, de Bruno Gularte Barreto.


Quinta-feira

No quinto dia de cobertura, pela manhã, ocorreram debates sobre os filmes concorrentes exibidos na noite anterior no Recreio Gramadense e exibição especial do filme “O Caminho de Hans” de Leonardo Peixoto, no Teatro Elisabeth Rosenfeld. O curta metragem ''O Caminho de Hans'' é uma comemoração aos 120 anos da Sicredi Pioneira e tem o intuito de mostrar, através da ficção brasileira, o cooperativismo entre os moradores e a importância que isso agrega na sociedade e, principalmente, para quem se desafia a viver essas mudanças. Na trama, é apresentado a perspectiva de Hans, uma família humilde, que vive uma vida complicada devido a questões financeiras e cujo protagonista acaba tomando decisões difíceis para toda família. Esse é o ponto inicial da jornada de Hans quando o mesmo começa a refletir sobre a situação da sua família e tenta buscar novos caminhos, que é quando descobre a opção de fazerem parte de uma cooperativa apresentada a ele pelo padre.


À tarde, a mostra de Longas-Metragens Gaúchos, no Palácio dos Festivais, exibiu “Despedida”, de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes; enquanto no Teatro Elisabeth Rosenfeld, aconteceu o painel: “Criação & gestão em coprodução” com Cao Quintas e Gisele Jordão.


Já no Recreio Gramadense, O Encontro C&VB trouxe o debate “Papel estratégico na atração de produções audiovisuais” com participação de Vinicius Pujol. Posteriormente,  acontece u o debate dos longas gaúchos no mesmo local.


Sexta-feira

No último dia de cobertura, na sexta-feira (19), os alunos acompanhar debates no Recreio Gramadente sobre os Curtas Brasileiros que foram apresentados na noite anterior, incluindo as obras "Um tempo para mim",  de Paola Mallman, e "Socorro", de Susanna Lima.


O curta-metragem gaúcho de Mallman mostra as transformações da juventude de uma menina indígena, Florência, as descobertas em relação ao seu próprio corpo e a conexão com costumes da sua tradição Mbya Guarani. Apesar de ser uma história ficcional, o curta contou com um elenco de não-atores da própria comunidade onde foi gravado, em Tekoa Koenju, a 40 km da região central de São Miguel das Missões. A narrativa apresenta uma forte ligação com o feminino e seus símbolos. Mallmann diz que explorar esse universo pelos olhares da cultura Guarani é uma forma de honrar a ancestralidade da mulher brasileira. “As mulheres indígenas são mulheres muito fortes, são a raíz da nossa identidade. Independente das ancestralidades que todos nós temos, elas com certeza fazem parte da nossa formação. Eu acho que meu desejo foi de trazer um trabalho que expressasse um pouco disso e, ao mesmo tempo, transmitisse essa força que senti delas, para que eu pudesse compartilhar com outras mulheres e pessoas que menstruam também”, diz.


Já o curta-metragem documental com direção de Lima traz a realidade da líder comunitária Socorro de Barajuba, do Pará. Originária do município de Barcarena, Socorro faz um apelo por atenção às barbáries sociais e ambientais que a mineração trouxe para sua cidade.

“A luta da Socorro é uma luta por nós também, porque a floresta tem a ver com a nossa sociedade. Então não é uma luta particular da comunidade dela. Acho muito importante a gente como sociedade estar atento ao que está acontecendo hoje na Amazônia de forma geral”, defende Lima.

A produção do curta foi feita de forma independente e voluntária pela equipe, como um ato de resistência e de manifesto à realidade de Barcarena. Dona Socorro, que estava presente no debate, discursou emocionada sobre a oportunidade de evidenciar sua luta para além do Pará: “Eu só agradeço essas portas que se abrem para escutar o meu relato, o pedido de socorro do meu povo e do povo de vocês.”


Na parte da tarde, a programação envolveu encontros para discutir o mercado do cinema, nos painéis Gramado Film Market. Dentre eles, aconteceu a conversa sobre o “Panorama Futuro do Audiovisual Ibero-Americano”, que contou com a participação de Fernando Lauterjung, editor do portal on-line sobre o setor audiovisual Tela Viva, e de Geraldo Michelin, fundador da plataforma sobre a indústria de cinema latino-americana Latam Cinema. O painel teve por objetivo apresentar a situação atual do audiovisual do Brasil e de demais países latino-americanos, passando pelos impactos da pandemia e estabelecendo algumas ideias de cenários futuros para o setor. Além disso, os convidados discutiram comparações entre as realidades dos diferentes países.

Segundo Lauterjung, o setor no geral vinha de uma década de muito crescimento, até ser freado pela pandemia. Dados mostram que a participação do audiovisual no PIB do Brasil saltou de 13 para 27 bilhões em 10 anos e as bilheterias tiveram um aumento de 30% durante este período. A partir de 2020 o cenário mudou e o streaming tornou-se o maior responsável pela manutenção do setor, com grandes investimentos. Para o futuro, as perspectivas de Lauterjung são de que a renovação do fundo setorial trará força para o audiovisual brasileiro. “O fundo setorial entrou em uma nova política. A ANCINE se diz inspirada em um novo modelo sul coreano, que tem o entretenimento como forma de alavancagem de toda a economia nacional e que fomenta o entretenimento como setor, com a capitalização de empresas, formação de profissionais e criação de infraestrutura.”

Já para Michelin, os esforços devem ser voltados para a recuperação do setor de exibição, visto sua importância para o audiovisual como um todo. Segundo ele, a pandemia devastou as salas de cinema. Agora, estas devem passar por uma readaptação às demandas atuais para se fortalecerem no mercado novamente.


Ainda na sexta-feira, ocorreu a Mostra Competitiva de Longas-Metragens Gaúchos, no Palácio dos Festivais, com “Casa vazia”, filme de Giovani Borba. E no Recreio Gramadense, houve debate de longas gaúchos e sobre “Oportunidades para desenvolvimento do setor audiovisual gaúcho a partir da implementação da Lei Paulo Gustavo no âmbito do Estado do Rio Grande do Sul.” com representantes da SEDAC, PRÓ-CULTURA RS e IECINE RS.


A Feevale esteve presente durante toda semana no evento e você pode acompanhar a cobertura de fotos e vídeos feitas pelo estudantes da Universidade Feevale no perfil da agência do Instagram @agecomfeevale

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